quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O QUE SOBRA
Em tempos de marasmo político devido ao período de férias e do recesso parlamentar, o assunto que mais tem tido destaque na imprensa é o posicionamento do PSD nas eleições de São Paulo e de Osasco. O dono do partido, Gilberto Kassab, ao mesmo tempo que tenta se aproximar do PT, indicando que deseja uma aliança entre as duas legendas, deixa claro que seu candidato sempre foi o tucano José Serra.

JOGO ALTO
No meio político há quem diga que Kassab já teria fechado acordo com Lula e Dilma e não abre mão da formação de uma chapa majoritária PT/PSD na Capital e, a reboque desista de autorizar a legenda para prefeito a Osvaldo Vergínio em Osasco. E, neste caso, estaria incluído no pacote um Ministério para o seu partido.

OPORTUNIDADE
Na realidade, existe um acordo secreto entre Kassab e Lau Alencar (presidente da sigla em Osasco), que o impede de tomar decisão que não inclua Osasco. O acordo leva em consideração o fato de que foi Alencar quem inicialmente registrou o PSD oficialmente, muito antes de Kassab pensar em sua formação nacional. Sendo assim, uma decisão de Lau é a que seria a fiel da balança no jogo político em Osasco.

OBSTÁCULO PAULISTA
Uma aliança entre PT e PSD seria o mais viável para o futuro político de Kassab neste momento, porque as pesquisas indicam que a 61% da população desaprovam o seu governo e, portanto, um candidato indicado por ele teria poucas chances de disputar as eleições em condições de chegar ao segundo turno. Com o apoio de Lula e Dilma, seu partido poderia alçar vôos maiores e se consolidar como uma grande força no congresso e no Planalto. O problema é que PT paulista não aceita qualquer aproximação com o prefeito. A bronca é grande e antiga.

GATO E RATO
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta semana que respeita a decisão de José Serra de não se candidatar à Prefeitura de São Paulo, mas deu sinais de que ainda não descartou essa possibilidade. Segundo ele, ainda há tempo até o mês de março que é quando o partido terá que tomar um posicionamento, uma vez que os outros pré-candidatos tucanos participarão de prévia. Me engana que eu gosto.

COMPARAÇÕES
As redes sociais em todo o país se atentaram nesta semana para um fato inusitado. Bastou a TV Globo estrear a minissérie "O Brado Retumbante", na terça-feira, para surgirem comparações entre o protagonista Paulo Ventura (Domingos Montagner) e o senador Aécio Neves (PSDB). Na trama, Ventura é um político que usa o discurso da ética e, na vida privada, se torna conhecido pelas aventuras amorosas. A semelhança entre o personagem e Aécio, que é pré-candidato a presidente em 2014, parece que vai continuar dando o que falar.

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